Boletim do Conselho de Dinamizadores do Distrito de Setúbal e Núcleo do Seixal
sábado, 15 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
Pensões de reforma – direito social ou ameaça à coesão intergeracional e social?
Pensões
de reforma – direito social ou ameaça à coesão intergeracional e social?
Têm sido trazidos para o
debate público argumentos com contornos mais violentos que pretendem criar a
percepção (afinal de contas estamos no tempo da vitória das percepções sobre as
realidades sociais) de que as e os reformados e aposentados são favorecidos
pelo governo e reponsáveis por uma rutura da coesão intergeracional e até
social.
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O direito à reforma e a uma
pensão por velhice como direito universal e público é regularmente posto em
causa com a ideia recorrente da insustentabilidade financeira da segurança
social pública, sendo o argumento mais comum que esta insustentabilidade é uma
inevitabilidade por um convergência de fatores em que se destaca a conjugação
de dois desses fatores - o
envelhecimento rápido da população portuguesa aliado às transformções do
mercado de trabalho (automatização, robotização, plataformas, trabalho remoto, precariedade
dos contratos de trabalho, etc).
No que toca a este
argumento, mesmo quando os relatórios oficiais mostram que a Segurança Social
tem tido saldos positivos na última década, que o sistema previdencial tem
excedentes orçamentais anuais, que em 2023 o valor das contribuições e
quotizações utrapassou largamente a despesa com pensões e outras prestações
sociais substitutivas do rendimento de trabalho e que o Fundo de Estabilização
Financeira da Segurança Social, no final de 2023, tinha um valor equivalente a 11,3 % do PIB e a
21 meses de despesa com pensões do sistema contributivo[1], os cenários valorizados
pela direita neoliberal e os seus arautos, são sempre os mais pessimistas, os da
catástrofe eminente, cujo horizonte tem sido sucessivamente adiado, já era para
ser em 2010-2015, depois em 2020 e em 2027[2], e agora o relatório do
Orçamento de Estado 2025 adotou as projeções para os próximos 50 anos que
indicam que o sistema poderá entrarar em modo deficitário em 2040.
A intenção política desta narrativa é clara,
provocar medo e insegurança na população, provocar o descrédito no sistema
previdencial público, levando a crer que não há futuro para o sistema da Segurança Social público na sua forma atual e
que para as e os trabalhadores no ativo e para as e os jovens só lhes resta
enveredar pelos regimes complementares de pensões de capitalização privada
sejam os planos individuais ou sejam os planos profissionais de reforma, visão
partilhada nas propostas defendidas no Livro Verde para a Sustentabilidade do
Sistema Previdencial[3]
para melhor adequação das pensões, dizem eles.
Mas este discurso não tem
sido suficiente para convencer os e as trabalhadoras em Portugal de abraçar em
grande número e voluntariamente os planos de reforma de capitalização privada.
Assim, têm sido trazidos para o debate público outros argumentos
com contornos mais violentos que pretendem criar a percepção (afinal de contas
estamos no tempo da vitória das percepções sobre as realidades sociais) de que as
e os reformados e aposentados são favorecidos socialmente pelos dois últimos governos
e reponsáveis por uma rutura da coesão intergeracional e até social, como
se houvesse um regresso aos tempos da
Troika e ao passismo, cavando a divisão e a antimonia de interesses que oporiam as e os atuais
pensionistas e trabalhadores no ativo e, por outro lado, oporiam a população
idosa e a população jovem.
Vejamos dois exemplos
recentes. Num artigo intitulado "Pensionista
— a profissão mais atraente de Portugal" [4], o autor afirma que os pensionistas são mais de um terço da
população do país, cerca de 3,5 milhões de pessoas, e que as atualizações de pensões levadas a
cabo pelo atual governo PSD/CDS seria uma forma de conquistar o seu voto. Mas
para além desta visão eleitoralista de “compra de votos”, o autor considera
escandaloso as atualizações das pensões que houve desde 2022 e as que estão
previstas para 2025, falando em favoritismo e que não há nenhum trabalhador no
ativo que tenha tido estes aumentos.
É claro que isto é uma mistificação
da realidade, ao lançar percentagens de atualizações (entre 6% e 5% em 2024,
entre 2,6% e 1, 85% em 2025 pelos critérios da lei em vigor, mais um aumento
suplementar aprovado na AR de 1,25% para pensões até 1568€ ) e bónus recebidos ou
a receber possivelmente em 2025, sem referir que essas atualizações não só não
compensaram as baixas pensões existentes em Portugal, devido aos baixos
salários e às várias leis penalizadoras da formação das pensões, como também têm
estado sempre abaixo da inflação real. Invisibiliza-se
a perda contínua do poder
de compra das e dos pensionistas desde 2011,
com o congelamento das pensões entre 2011 e 2014, pagamento de uma contribuição
extraordinária de solidariedade entre 2011-2016 e outros obstáculos que foram
sendo criados. Invisibiliza-se, também, que, em 2024, aproximadamente 70% dos
pensionistas de velhice recebem pensões até 1 000 euros e destes a maioria
recebe pensões que não ultrapassam os 600 euros[5]. Considerando só as
pensões de velhice da Segurança Social, dados do INE para 2022, indicavam que a
pensão média estava abaixo do limiar da pobreza desse ano (506,7 €) e que 1
milhão e 350 mil pensionistas (de velhice, invalidez e sobrevivência) recebiam
pensões até 444€ [6].
Há um risco de pobreza muito alto neste grupo social, mais acentuado para as
mulheres, e que no ano de 2023 voltou a subir de 17,1%, em 2022, para
21,1%.
Não há favoritismo nenhum. As atualizações das pensões durante os governos Costa e Montenegro não repõem sequer
o poder de compra referente ao ano de 2011.
E já agora, é preciso lembrar que
ser pensionista não é uma profissão, o reconhecimento
do direito à reforma dos trabalhadores, como outros direitos sociais, foi
resultado das lutas do movimento operário, com origem nos finais do século XIX que, nos países industrializados, a par da luta por melhores condições de
trabalho conseguiram obter medidas de proteção contra os riscos sociais, entre
eles os primeiros sistemas de reforma.
É pois,
de toda a justiça que o Bloco de
Esquerda (e o Grupo +60 no seu caderno reivindicativo) defenda a atualização
extraordinária das pensões de reforma, como foi
proposto para o Orçamento de Estado de 2025[7].
Um segundo exemplo, é a
posição que foi tomada pela Associação
Portuguesa de Contribuintes (APC), que alberga “individualidades” da
área do PSD, CDS e IL, que
considera um erro o aumento extra das pensões aprovado na Assembleia da
República, porque segundo eles penaliza os mais jovens e rompe com o contrato
social de solidariedade entre gerações.[8]
Mais uma mistificação, é claro. O sistema português de Segurança Social,
na sua componente previdencial donde sai o pagamento das pensões de
velhice, foi construído segundo o modelo
de repartição, é financiado em grande parte por quotizações dos trabalhadores e
das entidades empregadoras. “Este sistema obriga, por isso, a uma solidariedade
intergeracional (as pensões são
financiadas pelas contribuições dos ativos) e intrageracional (os ativos
financiam as prestações dos que estão impossibilitados de trabalhar)”[9].
Logo não há nenhuma quebra de solidariedade intergeracional, as e os reformados
de hoje contribuiram durante décadas, no geral pelo menos 40 anos, para o pagamento das pensões dos
trabalhadores das gerações anteriores que deixavam de estar no ativo .
O que é necessário é fortalecer o sistema público e universal e o seu financiamento, assim como defender o
trabalho com direitos das e dos mais jovens, e não sabotá-lo com soluções de
mercado e com a redução da “Taxa Contributiva Gobal” das empresas (TSU).
Lembram-se quando o governo Passos Coelho quis baixar a TSU dos
empregadores, aumentando a parte das contribuições dos trabalhadores, em 2012 ?
A resposta negativa dos trabalhadores
foi esmagadora.
É preciso de novo uma grande
mobilização popular e intergeracional
contra as reformas rivatizadoras que a direita pretende fazer no sistema
previdencial português.
Berta Alves
Professora aposentada
Associada da APRe! n. 6607
[1] Maria Clara Murteira, “«Livro Verde»: uma
agenda neoliberal para as pensões”, Le Monde Diplomatique, edição Portuguesa
Dezembro 2024.
[2] Idem.
[3] Livro Verde
para a Sustentabilidade do Sistema Previdencial (Outubro 2024)
da Comissão para a Sustentabiidade da Segurança Social, Edição: Gabinete de
Estratégia e Planeamento (GEP) Ministério do Trabalho, Solidariedade e
Segurança Social (MTSSS).
[4] João Carlos
Tavres, "Pensionista
— a profissão mais atraente de Portugal", em Jornal Público, 04/12/2024.
[5] Em Nota Justificativa na Proposta de
Aditamento PROPOSTA DE LEI N.º 26/XVI/1ª ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2025 do grupo
parlamentar do Bloco de Esquerda.
[6] Eugénio Rosa, https://www.eugeniorosa.com/articles/download/488 , 09/06/2024
[7]
Proposta de Aditamento PROPOSTA DE LEI N.º 26/XVI/1ª ORÇAMENTO DO ESTADO PARA
2025 do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, em que foi proposto que “a partir de 1
de janeiro de 2025, o Governo procede a um aumento extraordinário das pensões,
no valor mínimo de 50,00€ (cinquenta euros), por pensionista, deduzido o valor
da atualização regular anual”.
[8] Alexandra Machado, «Associação de
Contribuintes considera "um erro" atualização extraordinária de
pensões por penalizar "os mais jovens" », em jornal
Observador, 06/12/2024.
[9] F. Louçã,
J. L. Abuquerque, V. Junqueira e J. .R. de Ameida (coord. de) (2016), Segurança
Social. Defender a Democracia, Bertrand Editora, pp.54-55.
segunda-feira, 1 de julho de 2024
quarta-feira, 1 de maio de 2024
O "Reformado Informado" N.º 36 - Especial 50 Anos do 25 de Abril
Recebemos dos nossos companheiros do Núcleo da APRe! do Seixal mais um número desta publicação periódica, "O Reformado Informado" dedicado ao 25 de Abril.
Poderão visualizar e transferir aqui.
segunda-feira, 22 de abril de 2024
Eleições APRe! de 29/04/2024 - Retirada a Candidatura da Lista B
Caras Companheiras e caros Companheiros,
Por decisão dos/as candidatos/as da Lista B foi decidido retirar a candidatura da Lista B.
As razões da decisão tomada constam do comunicado que pode ser visualizado e descarregado aqui.
Saudações Associativas.
O Secretariado do GRC
sexta-feira, 19 de abril de 2024
Candidatura Lista B - "Repensar e Renovar a APRe!
Candidatura à Eleição para os Órgãos Sociais da APRe! - Biénio 2024-2026, no próximo dia 29 de Abril de 2024
LISTA B - "REPENSAR E RENOVAR A APRe!
Clique aqui para visualizar e descarregar o Programa
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Feita nova recolha de assinaturas
Realizou-se no passado dia 29 de Setembro, na Avenida 5 de Outubro junto à Segurança Social de Lisboa, uma recolha de assinaturas para a Petição Pública sobre o Subsídio por Morte.
Foram recolhidas por membros do GRC 103 subscrições, debaixo dum sol escaldante e com poucas sombras.
O somatório de subscrições obtidas após esta atividade é 2432 e são necessárias 2500, faltando portanto 68.
Será necessária nova Recolha a realizar no Cacém junto à loja do cidadão.
Se já ultrapassámos objectivos bem mais difíceis não será à beira da meta que vamos capitular, nunca!
Companheiros/as vamos à Luta!
O Secretariado do GRC
Na atividade de hoje participou um associado do concelho da Amadora que colaborou na instalação e desmontagem do material de apoio,tendo também angariado assinaturas.
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
De novo os regimes complementares de pensões
Publicado no APRe! Notícias 08 – setembro de 2023
É enternecedor ver como a Confederação Empresarial/CIP dá a mão ao setor financeiro com interesses na privatização do sistema de pensões.
Recentemente foram notícia as propostas da CIP para o Pacto Social. Uma das propostas interessa-nos em particular. Diz a CIP que aceita um possível aumento extraordinário de 14,75% nos salários, com a contrapartida de uma redução temporária da Taxa Social Única (TSU) e em que 10% desse aumento seriam incluídos num plano individual de reforma no regime público de capitalização. Temos assim a introdução de planos complementares privados de reforma nas empresas, isentos de IRS e TSU, e obrigatórios, é claro. Percebe-se a importância de envolver a UGT, pois um dos meios para tornar obrigatórios estes planos de reforma é a negociação coletiva nas empresas.
As conclusões da Comissão criada pelo governo, em 2022, para realizar um livro verde para a sustentabilidade do sistema previdencial serão, previsivelmente, outra porta de entrada para este tipo de propostas. Apesar do adiamento da entrega das suas conclusões, já foi divulgado pela imprensa que a comissão avançará com um conjunto de sugestões para incentivarem cidadãos, empresas e Estado a apostarem nos regimes complementares.
A defesa do aumento da provisão privada das pensões de reforma com modelos de capitalização, em detrimento de se procurarem novas formas de financiamento do sistema público de pensões e de se garantir o trabalho com direitos, faz hoje parte da agenda da União Europeia que afirma a necessidade de uma reforma das pensões que inclua, entre outras medidas, a constituição de poupanças-reforma complementares privadas (Livro Branco da Comissão Europeia, 2012).
Os riscos dos modelos de privatização das pensões são conhecidos: a cobertura e as prestações não aumentaram, individualização do risco e imprevisibilidade do rendimento da reforma, dependência do funcionamento e evolução dos mercados de capitais e das escolhas das aplicações financeiras, custos de transição onerosos para os Estados e transferência de recursos públicos para garantir o pagamento de pensões no caso de insolvência dos fundos de pensões, aumento das desigualdades sociais. Em muitos países onde se fizeram reformas a favor da privatização das pensões, impulsionadas pelo Banco Mundial, houve reversão total ou parcial dessas medidas (Relatório Mundial sobre Proteção Social, OIT, 2017-19). As crises financeiras realçaram a vulnerabilidade deste modelo, com perdas avultadas dos fundos de pensões internacionais.
É preciso defendermos o nosso sistema público de pensões de reforma, como o único que garante a cobertura universal, a solidariedade intergeracional e intrageracional, o combate à pobreza e à desigualdade social, proporcionando a segurança económica a que têm direito as pessoas idosas.
Berta Alves
Associada n. 6607
terça-feira, 12 de setembro de 2023
Convocatória do Plenário do Grupo de Reflexão C para 13/09/2023
Caros Companheiros e Caras Companheiras
Vimos por este meio convocar todos os membros do GRC para uma reunião a realizar no dias 13 de Setembro de 2023, pelas 14.30h, na Padaria do Povo, rua Luís Derout, 20-A, 1250-153, Campo de Ourique, Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1 - Análise e decisão sobre a apresentação de uma candidatura às eleições da APRe!, a realizar em Março/Abril de 2024.
2 - Eleição do Secretariado do GRC para novo mandato até Setembro/Outubro de 2024.
3 - Assuntos diversos.
O link para a participação online na reunião é o qe passamos a indicar:
https://meet.jit.si/plen%C3%A1riogrc-13-09-23
Saudações associativas
O Secreariado do GRC
quinta-feira, 27 de julho de 2023
Método Proporcional Direto
A Associação Nacional de Cuidadores Informais decidiu em Assembleia Geral optar pelo MÉTODO PROPORCIONAL DIRETO para atribuição dos mandatos nos seus órgãos dirigentes.
A Assembleia Geral realizou-se em Junho do corrente ano e a proposta foi apresentada pelos nossos Companheiros Carlos Ferreira e Francisco Tomás, ambos dirigentes da ANCI.
O Grupo de Reflexão C considera o Método Proporcional Direto o mais democrático de todos e por ele se tem batido no seio da APRe!
Saudações Associativas.
O Secretariado do GRC
sábado, 15 de julho de 2023
Uma agenda insustentável para o futuro das pensões
"Em Portugal, a pensão média está a degradar-se e quase coincide com o limiar de pobreza, enquanto o nível mínimo de pensão garantido aos trabalhadores com carreiras longas já não está sequer equiparado ao salário mínimo. Perante esta trajectória de degradação, as propostas da União Europeia, e dos seus defensores em Portugal, não prevêem o reforço da provisão pública e o aumento dos níveis das pensões, mas antes colocar o trabalhador e os Estados na armadilha dos sistemas complementares privados."
Texto por Maria Clara Murteira que pode transferir aqui
domingo, 9 de julho de 2023
Portaria relativa ao aumento intercalar das Pensões.
Caras Companheiras e Caros Companheiros
Saiu a Portaria relativa ao aumento intercalar das Pensões.
Descarregue aqui
Saudações Associativas.
O Secretariado do GRC
domingo, 18 de junho de 2023
APRe!
Conferência Nacional “Sistema Público de Pensões:
Cuidar do Presente, Assegurar o Futuro”
Conferência realizada pela Direcção da APRe!, no passado dia 30 de Maio, no Auditório António de Almeida Santos, da Assembleia da República.
Através da intervençãp de especialistas de diversas áreas sociais, administrativas, académicas, económicas, sindicais... foi possível assistir a várias comunicações sobre teses, outros estudos, e opiniões, no sentido da informação, reflexão e promoção de debate público, intergeracional sobre o que é fundador na nossa sociedade - o Estado Social que não sobrevive sem uma Segurança Social pública robusta, justa e solidária.
Inporta assinalar o facto de ter havido, nesta conferência, um debate livre e aberto com a participação do público assistente, o que não aconteceu na conferência da APRe! de 2020.
As boas práticas devem ser valorizadas. Esta foi uma boa conferência
(foto Deolinda Martin)
sexta-feira, 9 de junho de 2023
quarta-feira, 26 de abril de 2023
No 25 de Abril de 2023 sem esquecer as causas que defendemos
terça-feira, 4 de abril de 2023
Assembleia Geral da APRe! de 23/03/2023
RESUMO DA PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE REFLEXÃO C
Foi uma mobilização como há muito não víamos aquela levou a Coimbra um conjunto de associados que regressou satisfeito com a nossa prestação.
Relatório de Actividades de 2022
Fizemos uma intervenção no sentido de manifestar o nosso sentimento de revolta por a Direcção da APRe! ter colocado na gaveta as folhas da Petição Pública sobre o Complemento por Dependência, tendo-se recusado a proceder à entrega das subscrições na Assembleia da República.
Evidentemente que a situação é muito grave e sentimos não só que o nosso trabalho foi desvalorizado mas principalmente sentimos um grande desconforto por as pessoas que solidariamente nos confiaram as suas assinaturas para uma causa à qual foi retirado o propósito, tanto mais que a principal reivindicação (que o complemento por dependência não conte para efeitos de IRS) não foi satisfeita.
Chamamos também a atenção para o facto de a decisão da Direção, atrás referida, não constar no Relatório apresentado apesar de ser tomada em 2022.
Pelas razões apresentadas votámos contra o Relatório de Actividades que foi aprovado por 45 votos a favor e 15 (os nossos 15) contra.
Seguidamente, dirigimo-nos até à mesa onde cada um de nós entregou a sua declaração de voto por escrito com o seguinte texto:
“Votei contra o Relatório de Actividades da 2022 porque a Direcção em 2022 decidiu não entregar a Petição Pública sobre o Complemento por Dependência, na Assembleia da República, colocando na gaveta o conjunto de folhas com as assinaturas, que deveria entregar no Parlamento, apesar da principal reivindicação da Petição não estar satisfeita, ou seja, que o Complemento por Dependência não conte para efeitos de IRS.”
Relatório de Contas de 2022
Fizemos uma intervenção onde se sugeriu que de futuro na rúbrica de “Outras Despesas” fosse inserida uma chamada para que no final fosse feita a descrição das razões desses custos.
Votámos a favor e o Relatório de Contas foi aprovado por unanimidade.
Período Adicional não deliberativo
A nossa primeira intervenção foi relativa ao ultra congelamento (desde 2010) da Dedução Específica do IRS. Além da denúncia da situação questionámos a direcção sobre as medidas que pensava tomar para acabar com esta escandalosa situação.
Foi também referida a preocupação com a situação dos bancários reformados que até àquela data não tinham recebido o valor da meia pensão que a generalidade dos pensionistas auferiu em Outubro de 2022.
A intervenção seguinte abordou a questão da política do governo de redução das pensões e a posição da direção da APRe! em recusar a atualização do Caderno Reivindicativo 2022-25, ou seja, o estarmos a viver mais uma reforma no sistema público das pensões de velhice e de invalidez que, como as anteriores ao longo do nosso século, tem como objetivo a sua redução. Os sinais têm se sucedido desde a criação de uma Comissão com o objetivo de realizar “um livro verde para a sustentabilidade do sistema previdencial, em concreto no que respeita à vertente das pensões” que ao seu quadro legal (Desp. n.º 9126/2022 de 19.07) e até às recentes declarações do Secretário de Estado da Segurança Social (15.03.2023).
Perante esta situação, e estando de acordo com as declarações públicas da Direção da APRe!, manifestámos a nossa estranheza e discordância pelo facto de a direção da APRe! não considerar que esta é uma questão estruturante e que altera a situação que existia na altura da aprovação do Caderno Reivindicativo 2022-25 e que, por essa razão, o ponto 1.2. do C.R. devia ser revisto, por estar ultrapassado e é até contraditório com algumas afirmações públicas do que defende a APRe!, e integrar as novas propostas de reivindicações para fazer face às alterações em curso.
A terceira intervenção continuou a abordar o nosso descontentamento perante o facto de a Direção se recusar a aceitar que sejam apresentadas e discutidas em Assembleia Geral Extraordinária as propostas de alterações ao Caderno Reivindicativo da APRe!, feitas por alguns associados, nomeadamente as reivindicações relacionadas com a Lei nº 53-B/2006 que dita a forma de actualização das pensões, tais como:
- O fim do efeito prático de suspensão da Lei n.º 53-B/2006 durante o ano de 2023;
- Que em 2024 a aplicação da Lei n.º 53-B/2006 seja baseada no montante da pensão auferido em 2023, acrescido do valor atribuído a título de complemento excecional em Outubro de 2022.
O Secretariado do GRC
quinta-feira, 16 de março de 2023
"Sempre a Somar..."
Realizou-se em Setúbal, nas imediações da Segurança Social, uma recolha de assinaturas para a Petição Pública sobre o Subsídio por Morte.
Foram recolhidas 180 subscrições
"Sempre a Somar..."
O Secretariado do GRC
Algumas fotos
sábado, 4 de março de 2023
Faleceu o companheiro, José António Baião (1954-2023)
Morreu um homem bom. Faz-nos falta!
Associado da APRe! nº 6624. Partilhou a criação do GRC que integrou com firmeza no combate por uma APRe! mais democrática, inclusiva e combativa.
Integrou a candidatura da Lista B aos órgãos sociais da APRe! em 2022.
Uma vida entregue à militância política e social, do lado dos mais pobres e desprotegidos.
Baião, cá estaremos, com a tua parte, a fazer as lutas todas pela dignidade dos mais velhos, pelos direitos das pessoas reformadas, pensionistas e aposentadas!
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festas Sto António Cavaleiros (FB) |
O Reformado Informado N. 38 - Janeiro, 2025
Boletim do Conselho de Dinamizadores do Distrito de Setúbal e Núcleo do Seixal R.I.38- Descarregue aqui
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Boletim do Conselho de Dinamizadores do Distrito de Setúbal e Núcleo do Seixal R.I.38- Descarregue aqui
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Publicado no APRe! Notícias 08 – setembro de 2023 É enternecedor ver como a Confederação Empresarial/CIP dá a mão ao setor financeiro com ...
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Caras Companheiras e caros Companheiros, Por decisão dos/as candidatos/as da Lista B foi decidido retirar a candidatura da Lista B. As razõe...

